Segunda Guerra Mundial: A guerra no feminino

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Se existe algo que me cativa na comunidade de bloggers de livros e bookstagram são as partilhas de sugestões de leitura. O Cita Livros desafiou-me a escolher três livros, daqueles que eu achasse que todas as pessoas deveriam ler. A escolha do tema foi fácil: Segunda Guerra Mundial, aquele em que se centram a maioria das minhas leituras. Muitos são os livros que costumo sugerir sobre o tema. No entanto, imaginando poder ser desconhecido da maioria, decidi olhar para a guerra no feminino.

Escolhi três livros que considero materializarem aquilo que a guerra no feminino pode ser: as que lutaram, de forma mais ou menos organizada, e as que sucumbiram à máquina nazi. “Mulheres espias em tempo de guerra”, “As resistentes” e “Se isto é uma mulher” foram as minhas escolhas que o Cita Livros já publicou na sua publicação de hoje no Instagram. Deixo-te aqui as respetivas sinopses que, espero, despertem a tua curiosidade para  sua leitura.

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“As resistentes”, de Judy Batalion editado pela Crítica (chancela da Editorial Planeta) “traz para a luz do dia os feitos extraordinários e corajosos de um grupo de mulheres judias que se tornaram combatentes da Resistência.
Testemunhas do brutal assassínio das suas famílias e da violenta destruição das suas comunidades, um grupo de mulheres judias na Polónia, algumas ainda adolescentes tornaram-se o coração de uma vasta rede de resistência que lutou contra os nazis. Com coragem, astúcia e nervos de aço, estas raparigas do gueto esconderam revólveres dentro de pães, mensagens codificadas nos seus cabelos, ajudaram a construir sistemas de bunkers subterrâneos e esconderam milhares de judeus em refúgios seguros. Namoriscaram soldados alemães, subornaram-nos com vinho e uísque, usaram a sua aparência para os seduzir e matar. Dinamitaram vias-férreas e sabotaram as linhas de abastecimento alemãs. Judy Batalion, neta de sobreviventes polacos do Holocausto, leva-nos até 1939 para nos apresentar Renia Kukielka, que arrisca a sua vida a viajar, a pé ou de comboio, pela Polónia ocupada. Batalion segue a vida de Renia e todas estas outras incríveis mulheres que foram contrabandistas, mulheres correio, lutadoras, espiãs, sabotadoras… Poderoso e inspirador, As Resistentes é um relato verdadeiro e inesquecível acerca da luta pela liberdade, da coragem excecional, da amizade entre mulheres e da sobrevivência perante a adversidade“.

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“Mulheres espias em tempo de guerra”, de Ann Kramer editado pela Vogais Editora (chancela da 2020 Editora), retrata a história de vida de várias mulheres “De Mata Hari a Odette Sansom, raramente as mulheres que se dispuseram a espiar para os seus países receberam o devido reconhecimento. Com frequência banalizadas em livros e filmes, estereotipadas como femmes fatales ou ingénuas, a verdade é bem diferente. Trabalhando sob identidades falsas como correios ou operadoras de rádio, o seu contributo foi inegável. Oriundas de todos os estratos da sociedade, muitas exibiram qualidades inesperadas. Algumas provaram ser excelentes líderes, como Pearl Witherington, ou possuir tremenda descontração, como Nancy Wake; muitas outras, como Noor Inayat Khan, mostraram uma coragem excecional durante privações terríveis. Ann Kramer dá-nos a conhecer mulheres notáveis, os motivos pelos quais aceitaram uma missão tão arriscada e as tarefas que desempenharam. Com base em depoimentos e arquivos pessoais, este livro é uma leitura fascinante“.

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“Se isto é uma mulher”, de Sarah Helm editado pela Editorial Presença, transporta-nos para os primeiros momentos da Segunda Guerra Mundial: “Numa manhã soalheira no mês de maio de 1939, um grupo de cerca de oitocentas mulheres foi conduzido em marcha forçada pelos bosques até um local a noventa quilómetros a norte de Berlim. O seu destino era Ravensbrück, um campo de concentração concebido só para mulheres por Heinrich Himmler, o líder da SS e principal arquiteto do genocídio nazi. Durante décadas, a história de Ravensbrück permaneceu oculta atrás da Cortina de Ferro, e ainda hoje continua a ser pouco conhecida. Sarah Helm, num meticuloso trabalho de pesquisa e recolha de informação até então perdida ou de difícil acesso, abre-nos finalmente as portas deste lugar sombrio. Através de testemunhos descobertos após a Guerra Fria e de entrevistas com sobreviventes que nunca antes tinham partilhado a sua experiência, a autora dá-nos a conhecer, além dos horrores mais impensáveis praticados pelo regime nazi, vários exemplos notáveis da incrível tenacidade do espírito humano“.

Podes ler mais sobre estes dois livros neste artigo em que já falei sobre a espionagem no feminino durante a Segunda Guerra Mundial. E para saberes o quanto me marcou o livro “Se isto é uma mulher”, lê a minha opinião sobre ele neste artigo que escrevi no ano passado.

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