Espionagem no feminino: Os quatro livros que tens mesmo de ler!

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Nomes como Nancy Wake, Noor Inayat Khan ou Violette Szabo são o rosto da espionagem no feminino na Segunda Guerra Mundial. No Special Operations Executive, ou Baker Street Irregulars, estas mulheres lutaram contra a Alemanha Nazi… E pagaram um preço por isso, como resultado!

A espionagem no feminino foi essencial para o sucesso dos Aliados! Lutando ao lado da Resistência ou como mensageiras, foram operacionais determinantes para o fim da guerra. Com treino intenso, principalmente em comunicações, estas espias nem sempre tiveram um final feliz… Para muitas, o fim ocorreu em campos de concentração como o de Ravensbruck ou Dachau.

Ler sobre a Segunda Guerra Mundial é ler sobre a espionagem no feminino. Se acompanhas o projecto “Ler é respeitar a história”, tens encontrado várias sugestões neste tema. A pensar nas prendas de Natal, apresento-te os meus quatro livros preferidos sobre o tema. Quatro livros extraordinários que podes oferecer… A ti própria ou a qualquer pessoa que sabes que tem de conhecer estas histórias!

 

Espionagem no feminino: As suas histórias de vida

Ann Kramer traz-nos “Mulheres espias em tempo de guerra”. Escrito em tom biográfico, conta-te a luta diária contra os Nazis de inúmeras mulheres durante a guerra. Sabendo que “a qualquer momento pode-se ser preso e ir ao encontro da morte“, como disse Marthe Richer, todas deram os passos necessários para lutarem pelo que acreditavam.

Este é o livro certo para desconstruir a imagem de mulher fatal associada à espionagem no feminino. Com “Mulheres espias em tempo de guerra”, ficarás a saber que não é necessário seres uma Mata Hari. Porque, no final, vais conseguir arruinar os planos dos inimigos!! A partir dos arquivos pessoais de várias espias, Ann Kramer mostra-te o poder da determinação, da resiliência e da liderança de quem merece a nossa homenagem. Vais querer perder as suas histórias de vida?!

 

Espionagem no feminino: A história do Rato Branco

Nancy Wake, ou Rato Branco, é a heroína do livro “Libertação”. Como viste no Instagram, este foi um dos meus livros preferidos do ano. É um romance histórico que te mostra como Nancy lutou na região de Auvergne. Ao lado da Resistência Francesa, conseguiu causar grandes estragos às forças alemãs na região. E antecipar o final da guerra!

No obituário de Wake pôde ler-se “The Socialite Who Killed A Nazi With Her Bare Hands”. Diz tudo, não é?! De socialite em Marselha aos campos de guerra, Nancy Wake fez o seu próprio percurso de libertação. Assim, entrou para a história como uma das mais bem sucedidas espias do Special Operations Executive. “Libertação” é mesmo uma história que tens de conhecer!

 

E quando as coisas correm menos bem?!

“Se isto é uma mulher”, de Sarah Helm, deve ser o livro mais duro que li… A review que escrevi sobre ele levou alguns dias a ficar concluída… Isto diz tudo sobre o efeito deste livro sobre mim, não é?! Este é um livro sem filtros. Não tem pinceladas cor-de-rosa ou tenta aligeirar os acontecimentos de um campo de concentração. São relatos duros de quem desceu ao inferno e sobreviveu. São os sonhos de meninas e mulheres que ficaram por cumprir. Mas a necessária homenagem que se deve fazer às suas vidas.

Mais de 120000 mulheres estiveram em Ravensbruck e esta é a sua história. Neste campo, foram executadas Violette Szabo, Denise Bloch, Lilian Rolfe e Cecily Lefort. Todas agentes do Special Executive Operations. Todas o rosto da espionagem no feminino. Se procuras um livro leve, este não é para ti… Mas se procuras uma profunda investigação e um livro que te faça questionar sobre a condição da mulher, “Se isto é uma mulher” é o livro que tens de ler!

 

Atriz, mulher de um nazi… E muito inteligente!

Esta é Hedy Lamarr, “A única mulher na sala”. Marie Benedict escreveu um maravilhoso romance sobre a história de vida de Hedwig Eva Maria Kiesler quetens de conhecer. Mente científica brilhante e com conhecimentos preciosos sobre o regime Nazi, Hedy foge para os Estados Unidos da América. Mais do que uma brilhante atriz, juntamente com George Antheil, cria um sistema de rádio para torpedos que, hoje, faz parte de muita da tecnologia de Bluetooth e de Wi-Fi.

Uma espionagem no feminino diferente, “A única mulher na sala” mostra a afirmação num meio de homens. Num tempo em que a ciência e muitos outros campos estavam vedados às mulheres, Hedy afirmou-se. Dona de uma beleza inconfundível, deu ao mundo um conjunto de técnicas essenciais ao meio militar e civil. Vais querer perder uma história como esta?!

 

Espero que tenhas ficado com curiosidade sobre estes livros… Lê-os e depois diz-me o que achaste deles. E prepara-te… O projecto “Ler é respeitar a história” vai continuar em 2021… E, breve, vou revelar todas as novidades sobre ele!

Comentários 2

  1. Muito interessante este texto. Nunca li nenhum livro de espiões em que a protagonista fosse uma mulher (bom na verdade não é o meu género preferido). Mas já tinha visto o A Única Mulher na Sala e deixou-me curiosa. Agora vai diretamente para a lista. Obrigada pela partilha 😘

    1. Às vezes, vamos deixando este ou aquele livro de parte porque achamos que não vai valer a pena ou porque pode ser de um género/tema que não costumamos ler. Mas arrisca na leitura de “A única mulher da sala”. Tenho a certeza de que irás gostar 🙂

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